Carrossel

A Ordem dos Médicos afirma que especialistas em Medicina Geral e Familiar portugueses estão a ser contratados com condições e salários inferiores aos dos colegas cubanos “importados”: “Mensagem que o Governo transmite aos jovens: fujam da Medicina Geral e Familiar, emigrem para terem perspectivas dignas de trabalho, ou naturalizem-se cubanos, de preferência sem qualquer especialidade, para depois poderem conseguir bons contratos”.

Os médicos sublinham que não são xenófobos e que recebem os colegas de braços abertos, apenas não compreendem os cubanos sejam privilegiados pelo Governo português.


A reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas: “é obrigação do Estado dar o máximo de educação e de formação, mas duvido que Portugal, e os países mais pequenos, sejam capazes de ter empregos qualificados para tantas pessoas, muitos precisarão de ir para fora. O nosso problema não é que os nossos jovens saiam, é que não venham outros. Temos de garantir que há este intercâmbio constante e os nossos alunos devem estar preparados para arranjar o emprego que quiserem e onde quiserem”.

É assim o carrossel da globalização, cidadãos de lado nenhum e terras sem donos.

Pirâmides

Segundo uma análise comparativa do Eurostat aos preços da electricidade praticados na União Europeia no segundo semestre de 2013, o custo da energia em Portugal estava entre os mais elevados, quando medido através de paridades do poder de compra. Eles ganham tanto dinheiro connosco que constroem pirâmides para mostrarem o quão perdedores nós somoso Centro de Arte e Tecnologia da EDP será um novo espaço cultural ao nível das grandes cidades europeias com uma programação contemporânea e internacionalO novo edifício aposta numa arquitectura orgânica que estabelece uma relação fluída e natural entre a cidade de Lisboa e o rio. O novo Centro de Artes vai contar com salas para exposições, serviço educativo, reservas de arte, auditório, restaurante e espaços para residências artísticas.

A minha curta militância

Começo por introduzir-me como um jovem português que recentemente devido a impulso na alma, ou simplesmente devido ao anseio de servir Portugal, decidiu que estava na altura de entrar na política. Aparece então a primeira questão óbvia: que partido escolher? Após profunda reflexão, e a verdade é que sou um somatório de vários partidos, considerei o partido X como o mais representativo das minhas ambições. Muito bem, pensei eu, vou-me tornar militante do partido X. Começa aqui a minha história… Pelo site do partido informam que posso me inscrever pela sede ou pela secção local. Bom, pela sede não posso, porque é necessário um “proponente” e eu não conheço ninguém nas máquinas partidárias. Desloquei-me à seção local então e para minha surpresa a mesma está completamente abandonada. Enviei emails para a mesma e para os vereadores do partido na minha cidade a perguntar quando a sede abria: todos sem resposta. Telefonei vária vezes e o mesmo resultado, ninguém atendia. Resumindo, a minha vontade de entrar num partido esbarrou no Sistema. Fiquei desiludido e, mais que tudo, revoltado: como podemos apelar à democracia e dizer que o povo está representado quando as máquina partidárias se fecham e defendem a perpetuação das elites dentro das suas máquinas? É uma fachada. Democracia tendo como base partidos, não é democracia, é “partidocracia”. A única eleição verdadeiramente democrática em Portugal é a do presidente da República, onde qualquer cidadão se pode candidatar sem necessitar de partido.

Master of Puppets

EUA têm planos para criar contas de propaganda nas redes sociais. Uma empresa californiana (chamada Ntrepid) foi contratada pelo Comando Central Americano (Centcom) – que supervisiona as acções militares norte-americanas no Médio Oriente e na Ásia – para levar a cabo esta tarefa. A missão desta empresa é a de criar perfis online fictícios mas com um historial detalhado, para conferir realismo, e espalhar mensagens favoráveis aos Estados Unidos. O porta-voz da Centcom, Bill Speaks, referiu que a tecnologia não se irá destinar a uma audiência norte-americana, uma vez que isso não seria legal. O contrato com a Centcom prevê que estes perfis falsos venham a ser manipulados por controladores com base nos EUA, ainda que os servidores que irão auxiliar esta tarefa possam dar a ideia de estarem espalhados pelo mundo, para se criar a ilusão de que estes perfis são mesmo controlados por pessoas de diferentes regiões do globo. Uma vez em acção, este software permitirá a pessoal militar responder a conversações online através do Facebook, do Twitter, de blogues e de fóruns de discussão e é encarado pelo comando norte-americano como vital para as missões de contra-terrorismo e contra-radicalização extremista. No ano passado, o general David Petraeus descreveu a operação como um esforço de combate às “ideologias extremistas e à [contra-]propaganda” e como uma tentativa de assegurar que vozes credíveis da região fossem ouvidas. [no Publico (2011)]