Portugal Demasiado Branco

Nos últimos anos tem-se dito que o “Great Replacement” era uma teoria da conspiração da extrema direita europeia e norte-americana. A população Branca na Europa e EUA não estava a ser substituída e que na harmoniosa sociedade multirracial e multiétnica tudo corria bem. Mas agora, em 2020, a RTP, televisão pública de Portugal, vem dizer que os seus canais “são excessivamente brancos” e “neles não encontramos reflexo da variedade de cores e origens que atualmente caracterizam a população portuguesa”.

Também o jornal Público, um dos jornais com mais tiragem e acessos online em Portugal, no dia 21 de Fevereiro de 2020 avançou com um “estágio profissional para promover diversidade nos media.” [Fonte] E qual é a definição de “diversidade” para o Público? Retirado do seu anúncio: “Serão valorizados os candidatos que tenham experiência, vivência e/ou conhecimento profundo de minorias étnicas em Portugal.” É considerado um Branco na Linha de Sintra como minoria étnica? Mais à frente o Público deixa bem claras as suas intenções: “Com vista a corrigir desigualdades, guiamo-nos pelo Plano Estratégico para as Migrações, que visa o reforço de medidas de promoção da integração e inclusão de cidadãos descendentes de imigrantes e dos que acederam à nacionalidade portuguesa, e pela Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas, que visa incentivar a participação das comunidades ciganas no mercado de trabalho, através do desenvolvimento de competências. Seguimos também as indicações da diretiva europeia denominada “Raça” (2000/43), que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas sem distinção de origem racial ou étnica.”
E também na Polícia de Segurança Pública, na figura do superintendente chefe Pedro Clemente, que comanda a Inspeção Nacional da PSP, ficam as palavras deixadas ao Diário de Notícias: “A perceção que temos é que o recrutamento na polícia ainda não é suficientemente representativo da diversidade étnica da sociedade. Uma polícia etnicamente diversificada é mais tolerante.” Com estas palavras ataca os polícias Brancos aos considerar incapazes de serem tolerantes com outras etnias, sendo racistas “por defeito”. E acrescenta: “vem em linha com aquela que é a área de intervenção da polícia, os grandes centros urbanos. Com este recrutamento diversificado, quem vem para a PSP pode conhecer melhor as suas zonas de ação, não estão desenraizados, têm até uma rede de apoio familiar e sabem melhor como comunicar com a população das áreas para onde vão trabalhar.” Ou seja, a sociedade portuguesa encontra-se balcanizada, uma espécie de Líbano do Atlântico, onde portugueses de etnias diferentes já têm dificuldades em “comunicar” com portugueses de outra etnia dentro de Portugal. O que o superintendente nunca assume diretamente, é que a PSP vai discriminar racialmente nos seus processos de recrutamento os candidatos Brancos, pois se contrata não-Brancos propositadamente, também propositadamente essas mesmas vagas não estão a ser disponibilizadas para candidatos Brancos.
Não existem dúvidas quanto ao Racismo Institucional implementado pelo Público, RTP e PSP nestas posições assumidas, ambos irão discriminar contra Brancos nas oportunidades profissionais e na cobertura jornalística, cultural e social que fazem nos próximos anos. Mas convém referir que do ponto de vista comercial e institucional, estas posições fazem sentido. A população portuguesa está de facto mais Africana, Mulata e, em parte, Asiática. E de facto, estas etnias querem-se rever na sua televisão pública, a RTP, e nos jornais nas bancas, como o Público. Portugal, de país homogéneo Branco em 1974, tornou-se um caleidoscópio de etnias, que agora querem o seu lugar no Poder e Riqueza. Os efeitos da substituição populacional começam agora a fazer-se sentir. O que a população Branca Portuguesa ainda não interiorizou, é que é uma etnia entre muitas em Portugal e não mais a dominante, posição que abdicou voluntariamente. E que a RTP e Público irão a discriminar no acesso a empregos, cobertura mediática, séries televisivas, programas culturais… Porque para existir espaço “para o outro”, o “Branco” terá que ser discriminado. E isso é Racismo Institucional. 2020 marca o principio da discriminação racial contra Brancos em Portugal.

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