Deixe o Barro Secar

Certa vez, uma menina recebeu um brinquedo novo no dia do seu aniversário. Na manhã seguinte, uma amiga foi até a sua casa para brincar. Mas a menina não podia ficar com a amiga, pois tinha que sair com a mãe. A amiga pediu que a menina a deixasse ficar a brincar com seu brinquedo novo até que ela voltasse. Ela assim o fez. No entanto, quando voltou a casa, a amiga já não estava lá e o brinquedo estava partido! Ela ficou furiosa e quis ir à casa da amiga pedir explicações! Mas a mãe ponderou: “Lembras-te quando o teu sapato ficou sujo com lama? Querias o limpar imediatamente, mas a tua avó não deixou. Ela avisou para primeiro deixar o barro secar pois  depois ficaria mais fácil limpar. Ora, com a raiva é a mesma coisa. Deixe primeiro a raiva secar, depois resolva a situação.” Mais tarde a campainha tocou: era a amiga, que pediu desculpa e tinha comprado um brinquedo novo para oferecer. A menina agradeceu e respondeu: Não faz mal, a minha raiva já secou!

Portugal Demasiado Branco

Nos últimos anos tem-se dito que o “Great Replacement” era uma teoria da conspiração da extrema direita europeia e norte-americana. A população Branca na Europa e EUA não estava a ser substituída e que na harmoniosa sociedade multirracial e multiétnica tudo corria bem. Mas agora, em 2020, a RTP, televisão pública de Portugal, vem dizer que os seus canais “são excessivamente brancos” e “neles não encontramos reflexo da variedade de cores e origens que atualmente caracterizam a população portuguesa”.

Também o jornal Público, um dos jornais com mais tiragem e acessos online em Portugal, no dia 21 de Fevereiro de 2020 avançou com um “estágio profissional para promover diversidade nos media.” [Fonte] E qual é a definição de “diversidade” para o Público? Retirado do seu anúncio: “Serão valorizados os candidatos que tenham experiência, vivência e/ou conhecimento profundo de minorias étnicas em Portugal.” É considerado um Branco na Linha de Sintra como minoria étnica? Mais à frente o Público deixa bem claras as suas intenções: “Com vista a corrigir desigualdades, guiamo-nos pelo Plano Estratégico para as Migrações, que visa o reforço de medidas de promoção da integração e inclusão de cidadãos descendentes de imigrantes e dos que acederam à nacionalidade portuguesa, e pela Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas, que visa incentivar a participação das comunidades ciganas no mercado de trabalho, através do desenvolvimento de competências. Seguimos também as indicações da diretiva europeia denominada “Raça” (2000/43), que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas sem distinção de origem racial ou étnica.”
E também na Polícia de Segurança Pública, na figura do superintendente chefe Pedro Clemente, que comanda a Inspeção Nacional da PSP, ficam as palavras deixadas ao Diário de Notícias: “A perceção que temos é que o recrutamento na polícia ainda não é suficientemente representativo da diversidade étnica da sociedade. Uma polícia etnicamente diversificada é mais tolerante.” Com estas palavras ataca os polícias Brancos aos considerar incapazes de serem tolerantes com outras etnias, sendo racistas “por defeito”. E acrescenta: “vem em linha com aquela que é a área de intervenção da polícia, os grandes centros urbanos. Com este recrutamento diversificado, quem vem para a PSP pode conhecer melhor as suas zonas de ação, não estão desenraizados, têm até uma rede de apoio familiar e sabem melhor como comunicar com a população das áreas para onde vão trabalhar.” Ou seja, a sociedade portuguesa encontra-se balcanizada, uma espécie de Líbano do Atlântico, onde portugueses de etnias diferentes já têm dificuldades em “comunicar” com portugueses de outra etnia dentro de Portugal. O que o superintendente nunca assume diretamente, é que a PSP vai discriminar racialmente nos seus processos de recrutamento os candidatos Brancos, pois se contrata não-Brancos propositadamente, também propositadamente essas mesmas vagas não estão a ser disponibilizadas para candidatos Brancos.
Não existem dúvidas quanto ao Racismo Institucional implementado pelo Público, RTP e PSP nestas posições assumidas, ambos irão discriminar contra Brancos nas oportunidades profissionais e na cobertura jornalística, cultural e social que fazem nos próximos anos. Mas convém referir que do ponto de vista comercial e institucional, estas posições fazem sentido. A população portuguesa está de facto mais Africana, Mulata e, em parte, Asiática. E de facto, estas etnias querem-se rever na sua televisão pública, a RTP, e nos jornais nas bancas, como o Público. Portugal, de país homogéneo Branco em 1974, tornou-se um caleidoscópio de etnias, que agora querem o seu lugar no Poder e Riqueza. Os efeitos da substituição populacional começam agora a fazer-se sentir. O que a população Branca Portuguesa ainda não interiorizou, é que é uma etnia entre muitas em Portugal e não mais a dominante, posição que abdicou voluntariamente. E que a RTP e Público irão a discriminar no acesso a empregos, cobertura mediática, séries televisivas, programas culturais… Porque para existir espaço “para o outro”, o “Branco” terá que ser discriminado. E isso é Racismo Institucional. 2020 marca o principio da discriminação racial contra Brancos em Portugal.

Pay Attention

“To the brain, information is its own reward, above and beyond whether it’s useful,” says Ming Hsu, a researcher at UC Berkeley, “and just as our brains like empty calories from junk food, they can overvalue information that makes us feel good but may not be useful.” Psychologists have long seen curiosity as an innate motivation that can spur actions by itself. For example, sports fans might check the odds on a game even if they have no intention of ever betting. Sometimes, we want to know something, just to know. Ming Hsu found that information activated the regions of the brain specifically known to be involved in valuation, which are the same dopamine-producing reward areas activated by food, money, and many drugs. This was the case whether the information was useful, and changed the person’s decisions, or not. While the research does not directly address overconsumption of digital information, the fact that information engages the brain’s reward system is a necessary condition for the addiction cycle. “The way our brains respond to the anticipation of a pleasurable reward is an important reason why people are susceptible to clickbait,” he says. “Just like junk food, this might be a situation where previously adaptive mechanisms get exploited now that we have unprecedented access to novel curiosities.” [Berkeley Haas, 2019]
For the average person, their consumption habits aren’t deliberate, their digital environment is on default, and there are a thousand things competing for their attention. Prolific creators, on the other hand, have gone out of their way to eliminate the competition for their attention and made deep work a big priority in their life. It takes continuous attention and intense focus to perform at an elite level. Without the ability to focus on something demanding for an extended period, you’re at a disadvantage. Your attention is worth a fortune. The founders of the major social networks, what author Tim Wu calls the “attention merchants”, have become billionaires by getting you addicted to their services and selling your attention to advertisers. It’s worth asking if the amount of your attention you’re spending on these digital things is getting you what you want. If you’re convinced that you should be spending your attention on more worthwhile pursuits, it’s not enough to implement a bunch of hacks because vague resolutions are not sufficient to tame the ability of new technologies to invade your cognitive landscape- the addictiveness of their design and strength of the cultural pressures supporting them are too strong for an ad hoc approach to succeed. In other words, all the solutions we use to deal with distractions are band-aids on bullet wounds. This is why the most effective way to become a digital minimalist is to just quit. Shallow work like checking email, updating your status or uploading pictures feels productive, but it’s not. Run them through this framework: 1 – Is this vital? 2 – Does this matter? 3 – What would happen if I didn’t do it? These things usually aren’t vital, don’t matter, and nothing would happen if you didn’t do them. I haven’t uploaded a picture to Instagram in weeks. Guess what? Nobody cared. [Srinivas Rao, 2019]
The quality of life you want for yourself ultimately comes down to how you spend your time and what you give your attention to. Time is the most valuable asset you have. It’s a non-renewable resource you can never get back. At my very first internship at a startup, the CFO asked me, “Why do you want to make a lot of money?” As a 20-year-old, I rattled off the list of luxuries I was imagining (Ferraris, McMansions, jets, etc). He said, “You’re wrong. What money buys is time. Time is what’s really valuable.”  Yet people wait to start a business, a project or pursue a dream as if they have all the time in the world. They waste time doing things they hate or suck at doing. They think there’s some mythical date in the future when the conditions will be perfect; the stars will align;, and they’ll have enough money in the bank or time to spend on their art. But the only thing that changes when you wait is that time passes. In order to use your life-fixed time effectively, you need to pay Attention. It determines the state of our lives, and is under constant assault from social media, inboxes, text messages, pings, pops and buzzes. Think of your attention as credit that you have every day after waking up and when you spend it on sources of distraction, you don’t have it anymore to yours other more meaningful pursuits. If you want to improve your attention span, start by reducing the competition for it. If it’s not relevant to the task at hand, remove it from your environment. Drown out the sound with some noise cancellation headphones. And design an environment that’s free of distractions. [Srinivas Rao, 2019]

Harrison Bergeron

“Harrison Bergeron” is a dystopian science-fiction short story by American writer Kurt Vonnegut, first published in October 1961. In the year 2081, the 211th, 212th, and 213th amendments to the Constitution dictate that all Americans are fully equal and not allowed to be smarter, better-looking or more physically able than anyone else. The Handicapper General’s agents enforce the equality laws, forcing citizens to wear “handicaps”: masks for those who are too beautiful, loud radios that disrupt thoughts inside the ears of intelligent people and heavy weights for the strong or athletic.

White Privilege

The former head of the Crown Prosecution Service, Lord Macdonald, told BBC there was “a major problem in particular communities” of men viewing young White girls as trash and available for sex. The problem must be recognised “for what it is, which is profoundly racist crime,” he added. Twenty young women had given evidence covering a period from 2011 to 2014. A total of 17 men and one woman have now been convicted of, or have admitted, charges including rape, supplying drugs and inciting prostitution. Those prosecuted were from the Bangladeshi, Pakistani, Indian, Iraqi, Iranian and Turkish communities and mainly British-born, with most living in the West End of Newcastle. [Jon Sharman (2017), The Independent]
White children from poor or working-class backgrounds are falling behind their peers from other ethnic groups in educational achievement, and they face the worst prospects for economic advancement, experts told UK lawmakers. Efforts to raise educational standards tend to be aimed at minority students, dimming prospects for white children to catch up, according to reports sent to a parliamentary committee that is investigating issues faced by disadvantaged groups. The struggles of poor white children tend to be neglected because they are seen as “unfashionable” and “not worthy” of helping, the UK Daily Mail quoted Oxford University Professor Peter Edwards as saying. Raising such concerns is “taboo” in academia, he said. White children whose families are poor enough for them to receive free school meals are underperforming their peers academically and have only a one-in-10 chance of attending university, according to the UK’s Center for Education and Youth. By comparison, in the same low-income group, three in 10 children of Black Caribbean ethnic backgrounds and five in 10 of Bangladeshi ethnicity make it to college. Nearly seven in 10 ethnic Chinese children who receive free school meals attend university. Despite the plight of white students, government and private education programs target large cities with ethnically diverse populations and, in the case of some charities, require that beneficiaries be non-white. Working-class white boys, in particular, are at the bottom of the heap when it comes to educational assistance, Edwards told the Daily Mail. [RT, 2020]

Maior Que Portugal

Uma coisa positiva em torno do futebol é que no momento em que se baixaram as bandeiras todas, as pessoas deixaram de pertencer aos partidos, aos sindicatos, às igrejas, o futebol é o último reduto de pertença identitária. Além que é também um espaço de alguma irracionalidade num contexto em que quase tudo na nossa vida se foi racionalizando excessivamente e é por isso que o futebol apaixona e é importante. [O Futebol, segundo Pedro Adão e Silva., no programa Bloco Central, rádio TSF]

Nacionalismo Étnico Português

Sara Tavares em 2009, numa entrevista dada ao Correio da Manhã que entretanto deixou de estar disponível na internet, referiu que “tenho muito orgulho em ser lisboeta mas faço parte desse enorme grupo que são os pretogueses“. E acrescentou: “Já nasci em Portugal. Os meus pais é que são imigrantes mas eu não renego as minhas raízes. Tanto assim é que aos 15 anos fiz questão de aprender crioulo.”
Entretanto em 2019, Joacine Katar Moreira ganhou um mandato como deputada pelo círculo de Lisboa para entrar no parlamento de Portugal nas eleições legislativas. A deputada eleita pelo Livre festejou o seu feito junto à bandeira da Guiné-Bissau, sua terra natal, e sem nenhuma de Portugal, a sua terra de acolhimento, visível por perto. Como Alberto Gonçalves refere, “o êxito dela fez-se sobre critérios totalmente alheios aos que deviam influenciar a escolha dos deputados. E foi a própria Joacine a submeter esses critérios à avaliação do público, activa ou passivamente. Joacine declarou que as legislativas iriam medir a capacidade do eleitorado em aceitar uma mulher negra na Assembleia da República. Nos tempos que correm, o estatuto de vítima, real ou imaginária, é uma virtude. É uma virtude que não esclarece coisa nenhuma acerca do que Joacine pensa e, principalmente, do programa que defenderá na Assembleia.”
Na verdade, não restam muitas dúvidas quanto ao que Joacine Moreira irá defender na Assembleia. Como podemos deduzir das palavras de Pedro Barros Ferreira, candidato do CDS por Lisboa, ao descrever a sua participação num debate sob o tema Imigração. “Como parece convir nestas situações, retirando o CDS e o PSD, os representantes dos demais partidos eram mulheres negras (PS, Livre e Bloco), um imigrante (CDU) e um ex-emigrante (PAN). Quando se concluiu a primeira ronda de questões, constatou-se que o maior problema é o mau funcionamento das instituições, nomeadamente o SEF. Em resposta, disse que o problema do mau serviço é transversal na sociedade portuguesa, seja–se imigrante, ou não. Por incrível que possa parecer, começaram aqui os ataques ao CDS, e à minha pessoa. Porquê? Porque não referi a “verdadeira razão”, subjacente aos problemas: a raça.
“A candidata do Livre, Joacine Moreira, começou por se apresentar como: gaga, negra e mulher. Tal, na minha opinião, é criticável e serve para esconder uma postura intelectual altamente demagógica, sectária e eivada de ódio racial. Começou por afirmar que não se podem comparar as falhas nos serviços, porque existe um tratamento diferente para quem é de cor. Continuou dizendo peremptoriamente que os portugueses são racistas (porque ainda não nos libertámos do colonialismo) e que as leis portuguesas são racistas.” Convém referir que o Livre, partido criado por Rui Tavares, um homem Branco, em 2014, apresenta desde sempre uma linha ideológica de repressão contra os povos Brancos, mais concretamente, o povo Branco português. Num artigo de opinião de Janeiro de 2019 publicado no jornal Público, sempre apoiante dos movimentos étnicos Negros e contra o que nomeia como “branquitude”, Rui Tavares refere que “a nostalgia política de hoje é também uma nostalgia por esse tempo em que, como dizia Martin Luther King, o racismo explicava ao homem branco que, por muito complicada que fosse a sua vida, ele era hierarquicamente superior, porque era homem, e era branco. Boa parte das admoestações para que não defendamos tanto os refugiados ou os migrantes porque a classe trabalhadora branca não gosta e pode mudar de voto é o sucedâneo desse racismo em forma de análise política.” Rui Tavares é claro nesta análise: os povos Brancos não têm direito a reivindicações culturais, sociais e territoriais, pelo contrário, têm de aceitar a sua colonização territorial e civilizacional, utilizando o racismo histórico contra o Negro como chantagem psicológica.
Já em 2017, num artigo de opinião também publicado no Público, Joacine Katar Moreira abria o jogo e declarava o Branco como o inimigo: “O racismo implica uma expressão colectiva marcada pela história, pelo poder e pelo epistemicídio africano, o que faz com que mesmo quando é protagonizado por um só indivíduo, este fá-lo com base num contexto que sustenta e demarca historicamente o seu comportamento. Um negro pode discriminar e ser preconceituoso com um branco, mas não pode ser racista com ele, porque este último não tem estruturas (históricas, politicas, económicas e sociais) que o oprimam com base no seu fenótipo.” É a desumanização do Branco e a retirada de qualquer direito a reivindicações étnicas: se o Branco é discriminado é porque assim tem de ser, justificável do ponto de vista histórico e moral. Ao Branco apenas resta aceitar a discriminação que seja alvo por parte das instituições “politicas, económicas e sociais.” A implementação do racismo institucional contra o Branco é assim legitimado e desejado pelo nacionalismo étnico Africano, tal como na África do Sul do Apartheid o foi contra os Negros ou na Alemanha Nazi foi contra os Judeus.
Francisca Van Dunem é ministra da Justiça de Portugal desde 2015, uma posição de imenso poder institucional que já ocupa há 5 anos. No início de 2020, despiu as vestes de ministra da Justiça e falou de si na na Conferência Interseccional Encarceramento e Sociedade em Coimbra: “Cada um tem a sua fonte de aprendizagem e a minha radica num quotidiano de 64 anos, transportando duas qualidades que são intrínseca e irrevogavelmente minhas: sou negra. Sou mulher.” E acrescentou, “a questão do convívio interracial e interétnico em Portugal assume hoje uma dimensão crítica. Já não chega proclamar a inexistência de problemas raciais quando eles tendem para a radicalização. É, por isso, fundamental identificar políticas justas e inclusivas, que tenham em consideração a heterogeneidade dos grupos afetados pelas diferentes formas de discriminação. Essa é a grande reparação que devemos exigir da história.” Van Dunem assume a sua identidade Negra, mais uma manifestação de nacionalismo étnico Negro em Portugal. Poderemos assumir que as diferentes etnias em Portugal são representadas por uma mulher que se identifica com a sua etnia? E que defende uma justiça baseada na etnia de cada um, como forma de “reparação”? Mas interessantemente, a mesma Francisca Van Dunem, em Junho de 2020, defendeu a fixação de um “limite temporal” para a atribuição da nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus sefarditas porque “não é sustentável uma reparação histórica eterna”. E o “limite poderia ser os dez anos da entrada em vigor da lei” que permitiu a reparação histórica, ou seja, 2025, admitiu Van Dunem, que também usou o argumento contra a “mercantilização” que é feita em vários países com a nacionalidade portuguesa, como Israel, dado que dá acesso a um passaporte europeu que não exige visto para os Estados Unidos. Em nome de uma “reabilitação ou reparação histórica”, o parlamento português aprovou, por unanimidade, em 2015 uma que concedia a nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus expulsos da Península Ibérica pelo rei D. Manuel I, no século XV. Podemos especular que esta preocupação de Van Dunem poderá ser porque está a dar-se a nacionalidade portuguesa a outras etnias que não a sua, a Negra, e assim o seu projeto de “reparação da história” fica mais dificil devido à falta de maioria demográfica negra nas próximas décadas.
O significado de Joacine Katar Moreira, e Van Dunem, é, mais que individual, simbólico: é a chegada do Nacionalismo Étnico Negro ao Poder. O mesmo não é novo, é algo que existe em Portugal desde da chegada das primeiras comunidades Africanas em massa ao território após o 25 de Abril de 1974. É um pulsar normal de qualquer etnia, em qualquer parte do mundo. É preocupante para a etnia Branca em Portugal uma vez que serão os alvos do racismo deste nacionalismo, primeiro via quotas étnicas na Educação e Funcionalismo Público, de modo a os afastar da economia, educação, cultura e, por fim, da vida social. Os Brancos Portugueses, e Europeus em geral, desistiram da sua consciência étnica e entram nesta guerra cultural muito mal preparados, sem instituições ou grupos políticos e cívicos com consciência étnica Branca, de defesa e protecção da etnia contra movimentos étnicos nacionalistas contrários e das próprias instituições do Estado e sociedade civil.

Maiores e Misteriosos

Ah, os paquetes, os navios-carvoeiros, os navios de vela!
Vão rareando — ai de mim! — os navios de vela nos mares!
E eu, que amo a civilização moderna, eu que beijo com a alma as máquinas,
Eu o engenheiro, eu o civilizado, eu o educado no estrangeiro,
Gostaria de ter outra vez ao pé da minha vista só veleiros e barcos de madeira,
De não saber doutra vida marítima que a antiga vida dos mares!
Porque os mares antigos são a Distância Absoluta,
O Puro Longe, liberto do peso do Actual…
E ah, como aqui tudo me lembra essa vida melhor,
Esses mares, maiores, porque se navegava mais devagar.
Esses mares, misteriosos, porque se sabia menos deles.

ODE MARÍTIMA, Álvaro de Campos, Fernando Pessoa