A Reparação Histórica Eterna

Os Portugueses que não sejam Brancos, não terão os complexos históricos e identitários de muitos, senão a maioria, dos Brancos Portugueses. A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, defendeu a fixação de um “limite temporal” para a atribuição da nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus sefarditas porque “não é sustentável uma reparação histórica eterna”. E o “limite poderia ser os dez anos da entrada em vigor da lei” que permitiu a reparação histórica, ou seja, 2025, admitiu Van Dunem, que também usou o argumento contra a “mercantilização” que é feita em vários países com a nacionalidade portuguesa, como Israel, dado que dá acesso a um passaporte europeu que não exige visto para os Estados Unidos. Em nome de uma “reabilitação ou reparação histórica”, o parlamento português aprovou, por unanimidade, em 2015 uma que concedia a nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus expulsos da Península Ibérica pelo rei D. Manuel I, no século XV. Van Dunem, Portuguesa Negra de origem Angolana, não tem o peso da História, tem o peso da consciência do melhor para Portugal. Talvez, uma esperança.

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