Raízes

O Flamengo venceu o River Plate em Lima, Peru, e, 38 anos depois, sagrou-se novamente o vencedor da Taça das Libertadores, a competição de futebol mais importante da América do Sul. Jorge Jesus, treinador do Flamengo e natural da Amadora, disse: “Estou muito feliz. Aproveito para mandar uma palavra para Portugal. Sei que o Flamengo tem sido uma paixão muito grande, com milhões de portugueses a torcer por nós, e por isso aqui vai um grande beijo. Tenho muito orgulho em ser português.

Portugal Sequestrado

No dia 21 de Novembro de 2019 as forças de segurança PSP e GNR saíram à rua para manifestarem o seu desagrado quanto às suas condições laborais e o Estado de Lisboa fechou-se dentro de um Parlamento de Portugal muralhado com muros de betão improvisados. Ele sabe que as forças de segurança são as únicas que podem fazer frente ao seu Poder e mesmo o retirar, se necessário. 

O Estado de Lisboa controla o país através dos deputados que coloca em cada círculo eleitoral: o eleitor de Bragança devia votar no Homem da sua terra, mas acaba por votar no deputado que o Estado de Lisboa colocou nesse círculo, sendo que na maioria das vezes nem do distrito é ou não reside no mesmo há décadas. Todas as instituições e empresas públicas relevantes encontram-se em Lisboa. Portugal pode estar a desfazer-se, alunos sem professores, urgências hospitalares sem médicos, dezenas de pessoas a morrerem carbonizadas nas estradas, os rios secos com a água retida em Espanha, portugueses expulsos das suas terras natais porque a pressão turística e estrangeiros ricos assim o desejam… Nada disso interessa, pois o Estado de Lisboa controla o território via instituições e vassalos instalados e a população via o regime de eleições e rendas que lhes distribui.

Assim sendo, as eleições nada podem mudar pois a população na sua maioria é pobre e dependente das transferências do Estado de Lisboa: são funcionários públicos, pensionistas ou dependentes de subsídios. A sua existência, assim como o da sua família, depende da caridade do Estado de Lisboa. São mais de 6 milhões num país de 10 milhões. Quem pode então derrubar o regime instituído desde 1974 em Portugal pelo Estado de Lisboa? Quem tem as armas e as sabe usar. Num país em qua não existe serviço militar obrigatório e o povo não tem a cultura de ter armas em casa, como nos EUA por exemplo, apenas quem tem o monopólio da força pode mudar e depor este regime.

Por isso mesmo o Estado de Lisboa colocou muros de betão à volta da Assembleia e cercou-se com centenas de polícias. Forças de segurança fora do muro a mostrarem ao Estado de Lisboa que estão presentes, forças de segurança dentro do muro para proteger o Estado de Lisboa, a sua casta e os seus privilégios. O muro que separa as forças de segurança também separa todos os outros portugueses. Portugal está sequestrado pelo Estado de Lisboa. Apenas quem tem armas e as sabe usar pode acabar com o mesmo. E os burocratas, políticos, nobres, e teólogos de Lisboa sabem disso.

Divina Providência

Allegory of Divine Providence and Barberini Power (1633)
No prólogo da constituição boliviana, aprovada por Evo Morales em 2009, ficou gravado: “Cumprindo o mandato de nossos povos, com a força da nossa Pachamama, e graças a Deus, refundamos a Bolívia”. Mas, agora que Evo renunciou à presidência e se exilou no México, a oposição quer refundar o país.

Na terça-feira à noite, a autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Añez Chavez, falou ao parlamento boliviano segurando uma Bíblia. Era uma clara afronta ao ex-presidente, que baniu o livro sagrado do palácio presidencial em 2009, quando a nova constituição instituiu que a Bolívia é um país laico. Agora parece ter chegado a hora da revanche.  Luis Fernando Camacho, líder da direita bíblia, organizou a oposição à Evo com uma bíblia na mão: “A Pachamama nunca voltará ao Palácio. Bolívia é de Cristo”, disse numa gravação feita para as redes sociais. No Twitter disse ainda que pediria a prisão de Evo e seus ministros: “No es veganza, es justicia divina.” [Carol Pires (2019), Globo]

The Derangement Olympics

I regard the whole Northwestern United States to be among the global hubs of our present derangements. This week it emerged that Seattle ’s school board has decided even maths must be subjected to the same numbing and unthinking orthodoxy of our time. In particular that mathematics must – like everything else – be seen through the prism of racism and oppression. Thus as the Seattle Public Schools guidelines for maths education show, students in Seattle schools will be invited to consider questions such as “Where does Power and Oppression show up in our math experience?”, “How is math manipulated to allow inequality and oppression to exist?” and “How has math been used to resist and liberate people and communities of color from oppression?” Elsewhere students will be invited to consider the following question, “Can you suggest resolutions to oppressive mathematical practices?”

The cleverer students will realise that there is a “correct” answer to the questions, whether or not those answers are true – as there is to every other question of our age. They’ll work out that the answer to every question posed by the Seattle authorities will always and everywhere be the same: “more diversity”.

But the problem is not with the smarter students, who like most smart people will always find a way to navigate around the lies and dogmas of their age, but the less intelligent applicants. A rather basic knowledge of maths would help such people and come in very handy in their lives: in ordering their finances, and working out their day-to-day interactions with others. If they do not pick up these basics at school, then it is highly unlikely that they will pick them up at some later stage, the education system offering the best chance anyone ever has to surpass their forebears.

It should, in theory, also offer them the chance to escape the ideological straitjackets of their time. How disturbing it is to learn that instead, even in a discipline like maths, students will be cocooned and imprisoned in the lies of their age rather than being given the chance to escape them

by Douglas Murray (2019), UnHerd

The West is dead. Political Correctness, Identity Politics, White Privilege, Multiculturalism, are all products of the West. Even if tomorrow we could erase all this ideologies, what guarantee do we have that we won’t do the exactly same mistakes again in a few decades or centuries later? This is our destiny, the natural unwind of our civilization. We lost Rome, the Empires and finally the Nations we created. The ones that reject the status quo, must go underground. Like the Jewish people in the last centuries, we need to create our institutions and survive in a world dominated by other cultures, like the Islamic and Chinese. We have to cooperate with them, learn how to live inside them and forget the Western ideal. 

Os Indígenas Portugueses

Será este o meu fim?
Temo que sim.
E o que será da montanha, regressará alguma vez ao que foi outrora?
Não, mas enquanto o Sol brilhar sobre nós, esta montanha perdurará, mas isso não é grande consolo, pois não?
Não para nós.
[Andrómeda, Zé Burnay]

Numa das suas últimas decisões em 2019, o Governo de António Costa, apoiado pela Esquerda Portuguesa (PS, PCP e BE), aprovou o aumento em 1200 hectares da área destinada a estufas no Perímetro de Rega do Mira. Este alargamento irá trazer inevitavelmente um aumento da população imigrante, para a qual já hoje não há suficientes respostas habitacionais e sociais. Um acréscimo desmesurado da população imigrante não é referido no teor da resolução publicada pelo anterior Governo quando já se constata algum alarme social na região. Num debate realizado na Assembleia Municipal de Odemira no final de 2018 admitia-se a possibilidade de poderem concentrar-se neste concelho 36 mil imigrantes, um número superior à população de residentes naturais. Numa altura em que há escolas no concelho de Odemira que funcionam porque são frequentadas por filhos de imigrantes, em que familiares dos imigrantes já se encontram em Odemira, inclusive gerações, “vão concentrar-se os trabalhadores longe dos aglomerados populacionais, dificultando ou impedindo a sua integração na comunidade local”, afirma Alberto Matos, dirigente da Solidariedade Imigrante. [Público (2019)]

Portugueses Retornados de África em 1975

No século XX, expulsos do Império. Em XXI, expulsos de Portugal.