Comprados

04 Dezembro 2018 – O presidente chinês, Xi Jinping, inicia, esta terça-feira, uma visita de dois dias a Portugal, que culminará com a assinatura de vários acordos. Mas também haverá um reforço das parcerias já iniciadas entre empresas.

Esta é a primeira deslocação do atual líder do país que já investiu milhares de milhões de euros na compra de participações em empresas portuguesas e que vem a Lisboa anunciar que a aposta ainda não terminou. Portugal “tem aliados tradicionais”, como a Inglaterra, mas com a China existe “algo muito especial”, uma “fraternidade que é insubstituível”, defende Marcelo Rebelo de Sousa, numa entrevista ao canal de televisão chinês internacional CGTN. [JN]


12 Dezembro 2018 – Não foi à terceira, mas sim à quarta tentativa. Os terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, estão finalmente a ser vendidos pela Câmara de Lisboa em hasta pública. As três parcelas que estavam a ser licitadas foram compradas pela Fidelidade, por um valor bastante superior ao pedido. As três parcelas foram vendidas à Fidelidade por um total de 273,9 milhões de euros, mais 85,5 milhões do que os 188,4 milhões de euros estipulados como valor base pela Câmara de Lisboa. Esta foi mais uma das muitas tentativas da Câmara de Lisboa para vender estes terrenos. A primeira tentativa aconteceu em 2015, mas sem sucesso uma vez que não houve interessados. [ECO]

A Fidelidade é detida a 84,99% pela Fosun, 15% pela Caixa Geral de Depósitos, pertencendo o restante a antigos colaboradores e dispõe de algumas ações próprias. [ECO] A Fosun é um conglomerado chinês e empresa de investimento. A empresa foi fundada em 1992 por Guo Guangchang e tem sede em Shanghai e Hong Kong.

Afinal, o que China comprou por mais 85,5 milhões de euros?

Nacionalismo Étnico Português

Sara Tavares em 2009, numa entrevista dada ao Correio da Manhã que entretanto deixou de estar disponível na internet, referiu que “tenho muito orgulho em ser lisboeta mas faço parte desse enorme grupo que são os pretogueses“. E acrescentou: “Já nasci em Portugal. Os meus pais é que são imigrantes mas eu não renego as minhas raízes. Tanto assim é que aos 15 anos fiz questão de aprender crioulo.”
Entretanto em 2019, Joacine Katar Moreira ganhou um mandato como deputada pelo círculo de Lisboa para entrar no parlamento de Portugal nas eleições legislativas. A deputada eleita pelo Livre festejou o seu feito junto à bandeira da Guiné-Bissau, sua terra natal, e sem nenhuma de Portugal, a sua terra de acolhimento, visível por perto. Como Alberto Gonçalves refere, “o êxito dela fez-se sobre critérios totalmente alheios aos que deviam influenciar a escolha dos deputados. E foi a própria Joacine a submeter esses critérios à avaliação do público, activa ou passivamente. Joacine declarou que as legislativas iriam medir a capacidade do eleitorado em aceitar uma mulher negra na Assembleia da República. Nos tempos que correm, o estatuto de vítima, real ou imaginária, é uma virtude. É uma virtude que não esclarece coisa nenhuma acerca do que Joacine pensa e, principalmente, do programa que defenderá na Assembleia.”
Na verdade, não restam muitas dúvidas quanto ao que Joacine Moreira irá defender na Assembleia. Como podemos deduzir das palavras de Pedro Barros Ferreira, candidato do CDS por Lisboa, ao descrever a sua participação num debate sob o tema Imigração. “Como parece convir nestas situações, retirando o CDS e o PSD, os representantes dos demais partidos eram mulheres negras (PS, Livre e Bloco), um imigrante (CDU) e um ex-emigrante (PAN). Quando se concluiu a primeira ronda de questões, constatou-se que o maior problema é o mau funcionamento das instituições, nomeadamente o SEF. Em resposta, disse que o problema do mau serviço é transversal na sociedade portuguesa, seja–se imigrante, ou não. Por incrível que possa parecer, começaram aqui os ataques ao CDS, e à minha pessoa. Porquê? Porque não referi a “verdadeira razão”, subjacente aos problemas: a raça.
“A candidata do Livre começou por se apresentar como: gaga, negra e mulher. Tal, na minha opinião, é criticável e serve para esconder uma postura intelectual altamente demagógica, sectária e eivada de ódio racial. Começou por afirmar que não se podem comparar as falhas nos serviços, porque existe um tratamento diferente para quem é de cor. Continuou dizendo peremptoriamente que os portugueses são racistas (porque ainda não nos libertámos do colonialismo) e que as leis portuguesas são racistas.” Convém referir que o Livre, partido criado por Rui Tavares, um homem Branco, em 2014, apresenta desde sempre uma linha ideológica de repressão contra os povos Brancos, mais concretamente, o povo Branco português. Num artigo de opinião de Janeiro de 2019 publicado no jornal Público, sempre apoiante dos movimentos étnicos africanos e contra o que nomeia como “branquitude”, Rui Tavares refere que “a nostalgia política de hoje é também uma nostalgia por esse tempo em que, como dizia Martin Luther King, o racismo explicava ao homem branco que, por muito complicada que fosse a sua vida, ele era hierarquicamente superior, porque era homem, e era branco. Boa parte das admoestações para que não defendamos tanto os refugiados ou os migrantes porque a classe trabalhadora branca não gosta e pode mudar de voto é o sucedâneo desse racismo em forma de análise política.” Rui Tavares é claro nesta análise: os povos Brancos não têm direito a reivindicações culturais, sociais e territoriais, pelo contrário, têm de aceitar a sua colonização territorial e civilizacional, utilizando o racismo histórico contra o Negro como chantagem psicológica.
Já em 2017, num artigo de opinião também publicado no Público, Joacine Katar Moreira abria o jogo e declarava o Branco como o inimigo: “O racismo implica uma expressão colectiva marcada pela história, pelo poder e pelo epistemicídio africano, o que faz com que mesmo quando é protagonizado por um só indivíduo, este fá-lo com base num contexto que sustenta e demarca historicamente o seu comportamento. Um negro pode discriminar e ser preconceituoso com um branco, mas não pode ser racista com ele, porque este último não tem estruturas (históricas, politicas, económicas e sociais) que o oprimam com base no seu fenótipo.” É a desumanização do Branco e a retirada de qualquer direito a reivindicações étnicas: se o Branco é discriminado é porque assim tem de ser, justificável do ponto de vista histórico e moral. Ao Branco apenas resta aceitar a discriminação que seja alvo por parte das instituições “politicas, económicas e sociais.” A implementação do racismo institucional contra o Branco é assim legitimado e desejado pelo nacionalismo étnico Africano, tal como na África do Sul do Apartheid o foi contra os Negros ou na Alemanha Nazi foi contra os Judeus.
O significado de Joacine Katar Moreira é, mais que individual, simbólico: é a chegada do Nacionalismo Étnico Africano ao Poder. O mesmo não é novo, é algo que existe em Portugal desde da chegada das primeiras comunidades Africanas em massa ao território após o 25 de Abril de 1974. É um pulsar normal de qualquer etnia, em qualquer parte do mundo. É preocupante para a etnia Branca em Portugal uma vez que serão os alvos do racismo deste nacionalismo, primeiro via quotas étnicas na Educação e Funcionalismo Público, de modo a os afastar da economia, educação, cultura e, por fim, da vida social. Os Brancos Portugueses, e Europeus em geral, desistiram da sua consciência étnica e entram nesta guerra cultural muito mal preparados, sem instituições ou grupos políticos e cívicos com consciência étnica Branca, de defesa e protecção da etnia contra movimentos étnicos nacionalistas contrários e das próprias instituições do Estado e sociedade civil.

Kill Bill (2003)

The Brexit Asian Vote

Polls conducted before the European referendum indicated that ethnic minority voters were more likely to vote Remain.

However, there is data to suggest that the strength of euroscepticism within the British South Asian population was perhaps stronger than previously anticipated.

A number of jurisdictions with large South Asian populations delivered Leave votes, including Luton (56.5% Leave), Hillingdon (56.4% Leave), Slough (54.3% Leave) and Bradford (54.2% Leave). All have South Asian populations of 25% and above. It’s not unreasonable to think that such Leave votes could not have been delivered without a significant number of Asian voters opting for Brexit.

Why did some South Asians vote for a campaign that was, at times, seen as bigoted and xenophobic? Why did a number of middle-class South Asians (most notably those living in West London) not vote in a way which their socio-economic status would predict?

One reason might be that many voters within the British South Asian diaspora don’t feel European. When the Remain campaign sought to appeal to a sense of European identity, and warned that people were about to lose that identity, it didn’t make for a particularly convincing argument.

First-generation migrants from India, Pakistan and Bangladesh were encouraged to integrate under a social policy based on the adoption of “British values”. Being absorbed into a “European collective” was never, in reality, really part of that integration process.

The pro-Commonwealth rhetoric coming from the Leave camp, on the other hand, would have pulled on the heartstrings of many South Asian voters.

The Commonwealth argument became particularly interesting when the Leave campaign talked about immigration. Prominent Leave campaigners such as Michael Gove often claimed that the EU was essentially forcing Britain to implement a “racist” immigration system. While predominantly white EU migrants were allowed to freely enter the UK, those from the Indian subcontinent were subject to visa and work restrictions. Voting Brexit was seen as an opportunity to “level out” this in-built unfairness. 

We still don’t have much information about how specific groups voted in the referendum but what we can gather from the ward-level data is telling. The Brexit voter is not just your dispossessed, lower-educated white Northerner. They might also be your well-to-do, educated voter of Indian origin living in one of West London’s leafier suburbs.

[Rakib Ehsan (2017), London School of Economics]

Ram-Leela

Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela is a 2013 Indian Hindi-language tragic romance film composed and directed by Sanjay Leela Bhansali, who also composed its original soundtrack. The film was jointly produced by Bhansali and Eros International’s Kishore Lulla; it stars Deepika Padukone and Ranveer Singh. Bhansali called it a “desi adaptation” of William Shakespeare’s tragedy Romeo and Juliet.

Skill

The acquisition of skills requires a regular environment, an adequate opportunity to practice, and rapid and unequivocal feedback about the correctness of thoughts and actions. When these conditions are fulfilled, skill eventually develops, and the intuitive judgments and choices that quickly come to mind will mostly be accurate. A marker of skilled performance is the ability to deal with vast amounts of information swiftly and efficiently. [Daniel Kahneman (2011), Thinking, Fast and Slow, Penguin Books]

Joker

Joker (2019) director Todd Phillips has revealed how “woke culture” directly led to his upcoming take on the Clown Prince of Crime. Prior to working on Joker, Phillips was primarily known for such comedies as Old School and The Hangover. In a profile on star Joaquin Phoenix in Vanity Fair, Phillips revealed how he began to find making comedies difficult due to “woke culture” and that directly led to Joker, which he pitched as a dark movie without many of the typical conventions of superhero movies. “Go try to be funny nowadays with this woke culture,” he said. “There were articles written about why comedies don’t work anymore—I’ll tell you why, because all the f*cking funny guys are like, ‘F*ck this shit, because I don’t want to offend you.’ It’s hard to argue with 30 million people on Twitter. You just can’t do it, right? So you just go, ‘I’m out.’ I’m out, and you know what? With all my comedies—I think that what comedies in general all have in common—is they’re irreverent. So I go, ‘How do I do something irreverent, but f*ck comedy? Oh I know, let’s take the comic book movie universe and turn it on its head with this.’ And so that’s really where that came from.”
Finally, we fight back. I danced with Joaquin Phoenix in the decadent US capitalist city, the city where only the strongest survive. Or the maddest.

Polite, Restrained and Repressed

The vastness of the USA, combined with its great social mobility, has always encouraged people to uproot themselves from failed lives and start out again somewhere else. In the past, Britain’s smallness and its settled class system have compelled us to be polite, restrained and repressed, or face chaos. Japan’s elaborate manners and customs are a similar response to living at close quarters on cramped islands. [Peter Hitchens (2018), The Abolition of Britain, Bloomsbury Continuum]