Quotes

A man who procrastinates in his choosing will inevitably have his choice made for him by circumstance. – Hunter S. Thompson

Any fool can write code that a computer can understand. Good programmers write code that humans can understand. – Martin Fowler

Compassion must be rational to be effective. – Peter Hitchens

A society that competes with biology is bound to lose. – Lamberto Maffei

Creativity is the union of existing elements with new useful connections. – Lamberto Maffei

For the Left, the rational should be real, for the Right, the real was the rational. – Jaime Nogueira Pinto

Progress, far from consisting in change, depends on retentiveness. Those who cannot remember the past are condemned to repeat it. – George Santayana

The situation has provided a cue; this cue has given the expert access to information stored in memory, and the information provides the answer. Intuition is nothing more and nothing less than recognition. – Herbert Simon

After their final retirement from office or factory, people increasingly drop out of the consciousness of friends who only knew them because of what they did, rather than because of who they are. – Peter Hitchens

A person who extracts income and status from his own human capital places himself at the disposal of others: he uses himself up. – Daniel Markovits

Let’s defend one of our most precious liberties, the right to say: “Sorry, I just don’t know”. – Lara Prendergast

Mankind was born on Earth. It was never meant to die here. – Interstellar (2014)

The guitar is the easiest instrument to play and the hardest to play well. – Andrés Segovia

Make Wakanda Great Again

Black Panther is about the hereditary monarch of a monoracial ethno-state that keeps immigrants at bay with a high-tech border wall and faces no economic slowdown because of it. In fact, Wakanda becomes the richest country in the world without any international trade whatsoever, all while maintaining traditional religious customs and above-replacement fertility rates—a kind of black Israel. (It does eventually reconcile itself to foreign aid under T’Challa, but not to immigration.) Trouble only begins when Killmonger (a foreigner) challenges Black Panther’s claim to the throne—not because he thinks the current occupant is illegitimate, but because he wants to use Wakandan technology to launch a global, race-based revolution, with no regard for national boundaries.

Definitivamente

E finalmente a Kate, o meu último amor de juventude, o último e o mais grave, depois dela pode-se dizer que a minha juventude terminou, nunca mais conheci os estados mentais que normalmente associamos à juventude, aquela despreocupação encantadora, aquela sensação de um mundo indefinido e aberto. Depois dela a realidade fechou-se sobre mim, definitivamente. [Michel Houellebecq (2019), Serotonina, Alfaguara Portugal]

Escola Secundária da Amadora

Our Suicidal Elites

The French nobility, observed Tocqueville in The Ancien Regime and The Revolution, supported many of the writers whose essays and observations ended up threatening “their own rights and even their existence.” Today we see much the same farce repeated in the West, as the world’s richest people line up behind causes that, in the end, could relieve them of their fortunes, if not their heads. In this sense, they could end up serving, in Lenin’s words, as “useful idiots” in their own destruction. Although they themselves have benefited enormously from the rise of free markets, liberal protection of property rights, and the meritocratic ideal, many among our most well-heeled men and women have adopted environmental, internationalist  and social agendas that undermine their own status.  [Joel Kotkin (2019), Quillette]

The Internalisation of the Fatwa

Tamara Cincik, a White female, was kicked and threatened while travelling on a busy Tube carriage to a business meeting in central London. The mother-of-one told MailOnline, children were crying as the agitated man squared up to her and started violently attacking her in the middle of the carriage. The fashion CEO is keen to stress she does not blame this man, who she describes as being 6ft tall and of Southeast Asian descent. She said she believes he needs medical help.Ms Cincik said: “I remain more angry with those white middle class men who left me to it. As fathers, husbands and sons they should be ashamed of themselves.” [Katie French (2018), MailOnline
Let’s recap: a White woman was attacked by a Brown man but blamed two innocent White men instead.
When Ayatollah Khomeini issued a fatwa against Salman Rushdie in 1989, he didn’t want only the author of The Satanic Verses killed. He pronounced that: “All those involved in its publication who were aware of its contents are sentenced to death.” Kenan Malik in From Fatwa to Jihad (2009) describes the internalisation of the fatwa as a period in which even though the Ayatollah’s specific wish was not carried out, his wider object most certainly was. The claim at the heart of the anti-Rushdie campaign, that it is morally wrong to offend deeply held religious sensibilities, has become incorporated into mainstream liberal thinking: from publishing to academia, from broadcasting to theatre, there is a great reluctance to give offence and explicit calls to ban books and plays are frequently made.
Tamara Cincik has internalised the fatwa. She was told to hate White people. Specially the White Man. So everything that happens in the world must conform with those axioms. There is no objective Truth.

Lusotropicalismo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi esta sexta-feira (14/06/2019) nomeado Apôh, que significa amor, e recebeu as vestes e a coroa de chefe tradicional da Costa do Marfim, o que considerou uma honra. Nesta cerimónia na sede do Distrito Autónomo de Abidjan, já sem a coroa, o pano, as sandálias, o colar e o bastão de chefe tradicional, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão, no entanto, de se declarar “muito contente de ser Presidente da República e não rei”. O Presidente da República gostou do nome. “Em Portugal dizem que eu sou o Presidente dos sentimentos, das emoções, dos afectos, da proximidade das pessoas”, referiu, num discurso de agradecimento, em francês. Assegurou que não só ele, mas “todos os portugueses e as portuguesas são assim”, e defendeu que “todos os cidadãos do mundo deveriam ser assim” e “saber compreender os outros”.

O Lusotropicalismo não morreu com o Estado Novo em Abril de 1974. Pelo contrário, adaptou-se à atual III República. Os mais altos representantes de Portugal continuam embriagados com a ideia que Portugal não é um país, mas sim um ponto de encontro dos mais variados povos sendo os portugueses os seus naturais mediadores e aglutinadores. Só isso explica que o presidente e o primeiro-ministro portugueses tivessem declarado em Junho de 2019 que Portugal está ao lado de Cabo Verde na defesa da supressão de vistos no quadro da União Europeia (UE) e da livre circulação de cidadãos na CPLP. O que obviamente resultaria no fim de Portugal no plano cultural e social: seria um país Africano ou Brasileiro em poucos anos se tal livre circulação alguma vez fosse aprovada. Mas porque desejam tal destino os dirigentes políticos portugueses? Porque a ideia civilizacional a que chamamos Portugal está esgotada e viram-se então para o globalismo do Lusotropicalismo. Esquecem-se é que o Lusotropicalismo era aplicado noutros continentes, longe da terra nativa dos portugueses, sendo que agora o aplicam no próprio Portugal. 

Sem Propósito

A geração dos meus pais sacrificou-se para que os filhos tivessem o que eles nunca tiveram. Mas é possível que eles tenham tido aquilo que mais nos tem faltado nos últimos vinte anos: um objectivo claro para as suas vidas e um caminho para trilhar na sociedade portuguesa. Os portugueses lutaram pela liberdade em 1974. Lutaram pela democracia em 1975. Lutaram pela integração na Comunidade Europeia nos anos 80. Lutaram pela entrada na moeda única durante a década de 90. Não é fácil saber porque é que estamos a lutar hoje em dia. Nós precisamos de sentir que contamos para alguma coisa. Além de pagar impostos. Cada português precisa de sentir que conta, precisa de sentir que os seus gestos não contribuem apenas para a sua felicidade individual, ou para a felicidade da sua família, mas que têm um efeito real na sociedade, e podem, à sua medida, servir o país. [João Miguel Tavares (2019), 10 de Junho]

O projeto civilizacional a que chamamos Portugal já não faz sentido. Teria feito sentido se depois da descolonização e posterior integração europeia tivesse existido uma política restritiva de imigração e nacionalidade, fazendo de Portugal um clube restrito. Aliado a um paraíso fiscal para empresas e cidadãos estrangeiros ricos, teria tido uma hipótese de continuar a existir. E seria apenas uma hipótese. Mas já é tarde e nada pode ser feito agora, em 2019. A pressão da integração Iberista vinda de Espanha será impossível de conter. E os portugueses querem sequer a conter?

Onde estava no 12 de Junho?

A pergunta é, numa rábula conhecida, ritualmente feita acerca do 25 de Abril. Mas a menos que o inquirido estivesse entre os oficiais do MFA, a resposta até pode lisonjear a sua vaidade cívica, mas é irrelevante para a história. O 25 de Abril foi uma revolução, em que só os revolucionários contaram. O mesmo, porém, não deveria ser verdade para 12 de Junho de 1985, data da assinatura do tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE). Há trinta anos, vivíamos em democracia. Devíamos ter contado todos. Mas não contámos, pelo menos directamente. O 12 de Junho não foi um referendo. Apenas uma “assinatura”. Não porque o regime tivesse menorizado o momento. Pelo contrário: em toda a história democrática, poucos eventos mereceram uma encenação tão pomposa, com a nova oligarquia democrática a ocupar o mosteiro dos Jerónimos, como os navegantes de uns novos Descobrimentos. 

O caminho da Europa substituía o caminho da Índia. A oligarquia decidiu, desde cedo, tratar a adesão como uma fatalidade. Portugal não tinha escolha, se queria sobreviver e prosperar. A democracia perfilhou assim uma maneira velha de lidar com as grandes opções nacionais. A ditadura salazarista fizera o mesmo com o “ultramar”. Sem Angola, não havia vida para Portugal. Agora, a CEE substituía Angola. O raciocínio era o mesmo. A “Europa” era a terra prometida de um povo a quem as fronteiras de uma velha independência não bastavam para a salvação. Depois da Índia, do Brasil e da África, era a vez da Europa. A Europa mudou. Portugal também. Em 1985, os portugueses eram ainda uma população jovem numa economia agro-industrial. Trinta anos depois, formam uma população envelhecida numa economia de serviços. A integração europeia enquadrou esta metamorfose.

[Rui Ramos (2015), Observador]