Bárbaros e Iluminados – Populismo e Utopia no Século XXI

[crítica do livro Bárbaros e Iluminados – Populismo e Utopia no Século XXI (2017), de Jaime Nogueira Pinto, publicado por Publicações Dom Quixote (2017)]
Começando no século XVIII, Jaime Nogueira Pinto reinterpreta a História da Europa e EUA como uma luta entre Bárbaros e Iluminados. O Iluminismo, e alguns dos seus mais degenerados discípulos como o Marquês de Sade, antecede uma História encadeada por uma série de avanços e recuos de Utopias viradas Distopias: Revolução Francesa, Fascismo, Nazismo, Comunismo, Marxismo, Maoismo e, finalmente, o Pós Guerra Fria “made in USA”. Vivemos então na última Utopia Ocidental, mais uma tentativa de vencer a natureza imperfeita do Homem e assim alcançar o Fim da História: o mundo sem fronteiras, sem pátrias, sem religiões, sem identidades, alimentado por necessidades puramente consumistas e governado pela finança globalista. Resistem no entanto um conjunto de Bárbaros, leais às eternas verdades fundacionais de Família, Nação e Religião, com uma “visão distópica da utopia ilustrada que se apoderou do Ocidente”, e que portanto a combatem aderindo a qualquer força de reação e combate identititário e civilizacional que apareça: Trump, Le Pen, Brexit. Este livro é ideológico, um manual de armamento intelectual, histórico, político e filosófico para que os Bárbaros Ocidentais que resistem cercados nos seus territórios ancestrais possam continuar a sua luta no campo mais decisivo, o Cultural. Fascinante.

Symbolic

Flames and smoke rise from the blaze as the spire starts to topple on Notre Dame cathedral in Paris, April 15, 2019. The inferno that raged through Notre Dame Cathedral for more than 12 hours destroyed its spire and its roof.

But this is not a surprise in France. A report disclosed by the Le Figaro from the French Central Criminal Intelligence Service noted that from 2016 to 2018 there had been thousands of cases of church vandalism, peaking in 2017 with 1,045 cases. According to the French Ministry of the Interior, when cemeteries and other sites are taken into consideration, the number of acts of vandalism rose to 1,063 in 2018.

Douglas Murray (2017) in The Strange Death of Europe brilliantly said: The unusual European settlement, drawn up from ancient Greece and Rome, catalysed by the Christian religion and refined through the fire of the Enlightenments, turned out to be a highly particular inheritance. Indeed, an inheritance destroyed by the post-WWII European peoples.