Nenhum eleito, Todos nomeados

Paulo Portas não voltou à política, mas foi de política que falou esta segunda-feira: de consultas populares (veja-se o Brexit), de eleições primárias nos partidos (que escolheram Trump) e de eleições diretas (nos partidos portugueses). Todas têm um problema. Não são abençoadas: “Quanto mais vejo referendos e suas consequências, primárias e suas consequências, diretas e suas consequências, mais admiro o método cardinalício”, disse o ex-líder do CDS. “O que é a democracia representativa em grande qualidade? Um coletivo de 120 pessoas sem carisma mas com função, nenhum deles curiosamente eleito, todos nomeados, que foram capazes de eleger o Papa Francisco, na hora em que o Papa Francisco foi capaz de responder ao novo mundo para a Igreja. Vejam lá se não são melhores consequências do que referendos, primárias e diretas”. Foi desta forma que Paulo Portas terminou a sua intervenção no almoço-palestra sobre o tema “Globalização e Desglobalização”. Uma “última provocação“, advertiu o ex-vice-primeiro-ministro, que levou Durão Barroso a terminar o encontro com um brinde às “democracias, às sociedades e às economias abertas”.

Rome

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