Kill ‘Em All

Our whiteness is our skin color, but it’s also a torn sheet draping the dead, a flag of privilege that will not surrender, a town called separateness. Our whiteness is that poisonous sky right before it rains, the color of shame. https://www.theguardian.com/commentisfree/2016/jul/11/white-people-racism-america

A White that reads The Guardian is like a Jew that reads Hitler’s Mein Kampf. Incomprehensible.

Ruínas

(José Pedro Teixeira Fernandes no Público)
A globalização está a transformar profundamente as sociedades europeias. Trouxe fluxos humanos com uma magnitude e intensidade sem precedentes, de pessoas. Na União Europeia, são os países mais ricos — e, dentro destes, as grandes cidades —, que atraem a sua larga maioria. É um fenómeno essencialmente das grandes cidades dos países ricos, que se desligaram do resto do país nessas transformações. Esta clivagem económica e cultural, mas também espacial, está a ter consequências políticas largamente subestimadas. A Europa antes expandia-se continuamente para o exterior. Não existiam fluxos de migrações em massa dirigidos às suas grandes cidades. Existe agora uma fragmentação da população em comunidades étnicas, religiosas ou culturais, que não se identificam umas com as outras. 

A União Europeia pode ter perdido o Reino Unido no referendo, mas foi Londres quem perdeu a Inglaterra. As massas inglesas não seguiram as recomendações da elite política, económica e cultural que as governa. O problema é que Londres já não é a sua cidade. Nem a riqueza, nem a cultura são as suas. Para muitos ingleses, Londres tornou-se estranha. Os símbolos da sua identidade estão lá, podem encontrar-se nos monumentos e museus, nas ruas e praças. Mas não é uma identidade vivida pela maioria dos que a habitam. A língua, cada vez menos, é o seu inglês. Não é o inglês das classes cultas e elitista, que menospreza o inglês popular, a causa do seu incómodo. Essa clivagem é-lhes familiar. É o desconforto face a um inglês internacional, com múltiplas pronúncias, sotaques estranhos, eventualmente incompreensível. Os ingleses abandonam Londres. Aceitam mal que a antiga capital imperial — hoje uma imagem invertida do império colonial —, lhes diga como deve ser o seu futuro. É um misto de nostalgia do passado e ressentimento face à insegurança e iniquidade do presente.

Salário Mínimo Nacional

Será o salário mínimo nacional um dos responsáveis pela desertificação do Interior?

O salário é um preço e, como tal, o mais eficiente para a sociedade é não ser controlado. O salário é o preço da mão-de-obra, é a remuneração do serviço prestado. Em Portugal já nem se discute a existência ou não de um salário mínimo nacional (SMN). Discute-se apenas quando e em quanto se deve aumentá-lo. A ideia criada é que tem de existir um salário mínimo para ajudar os mais pobres. Vou contar um segredo aos portugueses: os mais prejudicados pela existência do salário mínimo nacional e pelos seus aumentos são as pessoas mais pobres da sociedade! Com a subida do salário mínimo as pessoas pobres que ganhavam o salário mínimo anterior são despedidas, podendo ser ou não substituídas por pessoas mais qualificadas , porque o novo custo, definido pelo Estado, que a empresa tem com elas é superior ao valor que elas criam para a empresa.

Infelizmente há muita gente a viver com salários a rondar o valor do SMN, pelo que aumentar o SMN garante sempre votos desses que são beneficiados (e diga-se de passagem de muita gente que fica “comovida” com a medida, porque esta é apenas uma política emocional). Ninguém quer que as pessoas tenham salários baixos, mas há que perceber que os salários não vão aumentar apenas por se aumentar o SMN… senão passava-se o SMN para os 3000€ e o assunto ficava resolvido. Existir um salário mínimo imposto pelo Estado já é um atentado à liberdade, dado que impede um contrato voluntário entre duas partes livres, mas é ainda pior porque tem consequências nefastas.
Devia-se abolir o salário mínimo nacional em Portugal.

AmeriKKKa

Five white police officers were killed and seven injured as 25-year-old black Micah Johnson opened fire on police from an elevated position during a Black Lives Matter protest in downtown Dallas. Dallas police chief David Brown said “The suspect said he wanted to kill white people, especially white officers.” Johnson’s Facebook profile page paid homage to black pride, featuring images of a raised fist and pictures of the Pan-African flag; both have been co-opted by extremist groups with racist views.

Armenian Genocide