Isto é para mim!

O panorama é assustador. Se a idade da reforma não parar de aumentar, daqui a duas décadas podemos mesmo ter que chegar quase aos 70 anos para nos podermos reformar. A situação é mais gravosa quando pensamos no envelhecimento da população, e não nos esqueçamos de que Portugal é o país da Europa com maior envelhecimento. Na base do problema está o regime de repartição vigente em Portugal. “Ninguém paga para a sua própria pensão. Na Segurança Social, a única coisa que entra são as contribuições dos cidadãos que saem imediatamente para pagar pensões, não gerando qualquer rendimento. O Fundo de Estabilização está a ser utilizado para determinados investimentos, foi em dívida pública, agora é em imobiliário para habitação social, não podendo assim garantir os ganhos previstos para a Segurança Social e que permitiriam ajudar a alguns défices que ocorrem e que só são ultrapassados com injecções do Orçamento do Estado”, explica Filomena Salgado Oliveira.

O problema é que este sistema de segurança social é inspirado na própria psique do povo português: “o outro trabalha, o Estado rouba e eu recebo”. Três investigadores estudaram os comportamentos de quem trabalha e de quem está ou ficou sem emprego e concluíram que houve um aumento da vontade de intervenção do Estado nos apoios sociais, mas não acompanhado por uma vontade de os portugueses pagarem mais impostos para suportar esse aumento.
Segurança Social, Lisboa

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