Não existem Startups em Portugal

Não existe tal coisa como startups em Portugal. Se existir, é uma fenômeno temporário facilmente resolvido quando a startup é incorporada noutro país da UE para fugir aos impostos (e legislação) portuguesa. Tive a triste experiência de tentar fazer negócio em Portugal há anos atrás e a experiência ficou gravada na minha memória. A ideia da startup, tipo dois gajos numa garagem a fazer uma cena fixe, “à EUA”, é absolutamente impossível existir em Portugal. A menos que estejamos a pensar em dois gajos numa garagem a fazer uma cena fixe, mais um contabilista, um advogado, e toda a gente a pagar Segurança Social. Eventualmente a conclusão cristaliza-se na nossa mente, a que trabalho honesto em Portugal é mais ou menos inútil. O sistema fiscal, judicial estão feitos não para as pessoas criarem valor mas sim para extrair valor dos cidadãos para um Estado que controla tudo e tem maior semelhança com a Máfia Italiana do que com os Governos de Rousseau.

As tecnológicas financeiras, fintech, criadas por empreendedores portugueses estão a dar nas vistas no estrangeiro. Ganham prémios e galardões internacionais e estão bem colocadas nos rankings europeus. A maioria das fintech lusas tem (ou quer ter) um escritório em Londres para testar a sua oferta e estar no epicentro dos vultosos investimentos que têm sido feitos no sector nos últimos anos. Não foi por acaso que a Seedrs, uma conhecida plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) fundada pelo português Carlos Silva, e a Syndicate Room, fundada por Gonçalo de Vasconcelos, decidiram ter a sede em Londres.

Leave a Reply