Mein Kampf

[crítica do livro Mein Kampf – A Minha Luta (1925), de Adolf Hitler, publicado por E-Primatur (2015)]
Mein Kampf é ler a História do III Reich e da Segunda Guerra Mundial vinte anos antes destes terem acontecido. A violência política, o genocídio, a anexação de territórios na Europa, foi tudo conceptualizado, sistematizado e justificado do ponto de vista teórico e histórico neste livro. Hitler chega mesmo nas últimas páginas do livro a defender à submissão “de gases asfixiantes uns doze ou quinze mil desses judeus”, uma clara manifestação de intenções que mesmo assim não o impediram de anos mais tarde ganhar eleições democráticas. Apesar das constantes repetições, o racismo virulento, as conclusões alucinadas, as bases do movimento nacional-socialista são solidamente estabelecidas: destruir a democracia, implementar uma sociedade de guerra e conquista permanente, aniquilar qualquer oposição, consagrar a raça alemã como dona e senhora do mundo. Escrito do ponto de vista alemão, pergunto-me se mais que um fenómeno histórico, o mesmo não representa um pulsar da Humanidade que se manifesta de diferentes formas em diferentes épocas.

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