Um Camaleão

A pretexto da defesa da natureza, em particular do habitat do camaleão, o Tribunal de Loulé impediu a Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa de demolir 134 casas construídas ilegalmente num cordão dunar. A providência cautelar foi feita pelo autarca olhanense do PS, António Pina, que é um dos visados pela ordem de demolição uma vez que o pai, antigo governador civil de Faro, possui casa ilegal na zona.

Um Camaleão.

My Money, My Home

In Japan seven years ago, the central government began allowing city residents to divert a proportion of their income-tax payments to a furusato of their choice, a schema known as the furusato nozei, and the response has been overwhelming: in the last fiscal year rural towns earned $1.2 billion from such contributions. Some city-dwellers still harbour strong feelings towards their furusato, or home town, that rural area which their forebears may have left many decades ago, but others choose a furusato simply because they like the area. Lucky rural towns, suffering financially as a result of ageing and shrinking, are especially delighted as the furusato nozei is proving a windfall.

Robochef: The Anthropomorphic Argument

Mark Oleynik hopes to change the home kitchen by introducing a robot cook that is as good as a top chef but which can be installed in all houses. It can, in principle, be used to cook more or less anything: a pair of dexterous robotic hands suspended from the ceiling assemble the ingredients, mix them, and cook them in pots and pans as required, on a hob or in an oven. A prototype of the idea, unveiled in Hanover, has been demonstrating its culinary prowess in public, by whipping up an excellent crab bisque. The machine’s finesse comes because its hands, human-sized and with jointed fingers and thumbs, are copying the actions of a particular human chef, who has cooked the recipe specially in order to provide a template for the robot to copy. The plan is to support the automated kitchen with an online library of more than 2,000 recipes. 


[crítica do livro Submissão (2015), de Michel Houellebecq, publicado por Alfaguara Portugal]
Em Submissão, François narra a sua vida solitária e aborrecida de professor universitário, que sem problemas de maior, contenta-se ao ter sexo ocasional com as suas alunas. Melancolicamente vai estabelecendo uma comparação entre o seu vazio existencial e a sua decadente civilização pós-cristã francesa; e por isso mesmo, não é com horror que vê o Islão assumir tranquilamente o comando da França, impondo-se não só pela força da sua demografia como também pelos seus ensinamentos. O autor, Houellebecq, não se preocupa em elaborar as suas profecias e não toca em temas como o racismo, xenofobia ou feminismo, apenas está interessado na análise do ponto de vista civilizacional da transformação da França em Estado Islâmico, apresentando-a como a sua possível salvação e até da própria Europa. Uma poderosa reflexão filosófica sobre a atual civilização francesa e seu futuro, que apenas peca no seu exagerado optimismo.


In the last novel of Michel Houellebecq, Soumission, Mohammed Ben Abbes, Muslim Fraternity’s leader, is elected the president of France and afterwards, he moves on quickly with his project of islamization of France. Then Houellebecq makes a surprisingly plot twist in the normal narrative of doom and implosion of France and subsequently, of Europe. Mohammed Ben Abbes reveals himself as an admirer of the Roman Empire and inspired by it, moves to integrate Morocco, Tunisia, Algeria, Turkey and Egypt into the European Union; moreover, he even proposes to relocate the European Parliament to Athens and the European Commission to Rome; he aspires to be the first elected president of the European Union. With the force of its demography, Islam would be the glue of the new Europe, an reenactment of Rome, and not its destruction: Eurabia. There are innumerable plot holes in this “happy ending”, but nevertheless, it is a reminder of history’s cycles, rolling unstoppable.

In one talk held in 2009, a trustee of the Islamic Forum of Europe (IFE) told the recruits: “Our goal is to create the True Believer, [and] to then mobilise these believers into an organised force for change who will carry out dawah [preaching], hisbah [enforcement of Islamic law] and jihad. This will lead to social change and Iqamatud-Deen [an Islamic social and political order].” Another IFE document said: “IFE’s primary work is in Europe because it is this continent, despite all the furore about its achievements, which has a moral and spiritual vacuum.”

Milagre das Rosas

O PS de António Costa em 2015 consegue tudo, até milagres para o Portugal 2020…

  • Complemento salarial anual para trabalhadores e famílias abaixo do limiar de pobreza – 350 milhões;
  • Reforço da proteção social através do abono de família e pré-Natal – 40 milhões; 
  • Facilitamento das condições de acesso ao RSI – 90 milhões;
  • Reposição do CSI no valor anual de 5022 euros – 8 milhões;
  • Eliminação da sobretaxa do IRS em dois anos – 430 milhões;
  • Redução da TSU dos trabalhadores para 7% – 1050 milhões; 
  • Descida do IVA da restauração para 13% – 260 milhões;
  • Fim de redução salarial na Função Pública – 306 milhões.

…menos governar a própria casa.

Sem liquidez nos cofres e com um passivo que ascende a 11 milhões de euros, o PS pediu um empréstimo à banca para poder enfrentar as despesas. Em todas as federações existem despesas com rendas, água e luz a cair e não há dinheiro para as pagar. Desde que perdeu as eleições em 2011, o PS tem vivido com as contas no vermelho, sem conseguir reduzir os custos na mesma proporção em que perdeu verbas da subvenção pública anual.

We Don’t Call It

You see, Willem, he admits he doesn’t know the law, and at the same time claims he’s innocent. (Franz Kafka (1925), The Trial)

Gerald: Well? What do you think, Kyle?
Kyle: Dad? Don’t you think our last new house is big enough?
Gerald: Well, this one is BIGGER!
Kyle: Tomorrow’s trial, Everyone vs. Everyone, is gonna make things a lot worse! We have to stop it!
Gerald: Kyle, let me explain something to you. You see Kyle, we live in a liberal, democratic society; and democrats make laws; and these laws tell us what we can and can’t say; and what we can and can’t do.
Kyle: Isn’t that fascism?
Gerald: No, because we don’t call it fascism. Do you understand?
Kyle: Do you?
Gerald: Just look at how big this house is, Kyle. Just look at it.

South Park – Season3 – Episode 6

Um Centro

“E tu, o que é que vais fazer?” Acompanhei-a à porta: de facto, dei-me conta de que não tinha a mais pequena ideia. Beijei-a suavemente nos lábios e respondi: “Não há um Israel para mim.” Um pensamento pobre, mas exato. Depois, ela desapareceu no elevador.

Toda a civilização precisa de um centro.