A Dona Disto Tudo

A empresa ANA-Aeroportos vai pagar cerca de 4 milhões de euros à Câmara Municipal de Lisboa a partir de Abril de 2015 devido à taxa turística criada pela Câmara Municipal de Lisboa de António Costa, PS. Imagine que mora em Loures; ou em Sintra; ou no Barreiro; ou em Setúbal; ou em Évora. E quer viajar de avião, deslocando-se para isso através Aeroporto de Lisboa, sendo que a ANA irá repercutir naturalmente os custos de funcionamento no seu bilhete. Você nunca mete os pés em Lisboa, mas irá pagar um imposto a Lisboa; os lisboetas nunca pagarão um imposto no seu município, mas você pagará um imposto para o município de Lisboa; os lisboetas não pagarão pela manutenção do espaço público e serviços da sua terra, mas você pagará os dos lisboetas; os turistas que se deslocam para a sua terra irão pagar a Lisboa uma taxa turística em vez de ao seu município.  
A Câmara Municipal de Lisboa e seus cidadãos não construíram o Aeroporto de Lisboa, nem pagam nada pela sua manutenção, mas no entanto irão ser beneficiados por um imposto sobre o mesmo. É uma forma milenar de obter rendimento sem trabalhar, remontando à estrutura de sociedade medieval, em que os servos, portugueses, trabalham para os vassalos, os lisboetas. Não é novidade no entanto, desde das empresas de transporte com défices de milhares de milhões como a Metro e a Carris, até aos grandes investimentos imobiliários como a Expo 98 e CCB, a relação de subjugação a Lisboa tem sido uma constante nos últimos 40 anos e mesmo séculos.

Aos portugueses resta continuar a trabalhar e pagar a riqueza da capital e seus habitantes. Até ao dia. 


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