Sindicato, Definição

Sindicato é uma agremiação fundada para a defesa comum dos interesses de seus aderentes. Dos seus aderentes, não dos trabalhadores, nem das empresas, nem da economia, nem do Estado, nem dos cidadãos portugueses, como se costuma propagandear em Portugal. 

Junho 2013 – Um dia lamentável para a Educação em Portugal. Greve aos exames nacionais que servem como provas de acesso ao ensino superior é uma violação clara do direito dos alunos a terem avaliações justas, imparciais e serenas. A Fenprof e a FNE congratulam-se e falam de uma adesão à greve de 90%. Isto não significa que os exames não estejam a decorrer, o ministério revela que 70% dos alunos fizeram a prova. Em algumas escolas, alunos entraram nas salas onde decorriam os exames, fotografaram quem, ao contrário deles, pode fazer o exame e, claro, os colegas ficaram todos bastante nervosos. Alguns choraram.

Janeiro 2015 – O acordo a que o Governo chegou com nove sindicatos da TAP para salvaguardar direitos na privatização do grupo deixa de fora mais de 70% dos trabalhadores. Os nove sindicatos que aceitaram sentar-se à mesa com o executivo para negociar este acordo têm cerca de 3000 associados; o número é praticamente igual ao dos três sindicatos que recusaram estar nas negociações; e há ainda outras quatro mil pessoas que não são sindicalizadas.

Feitas as contas, neste momento o acordo protege menos de 30% dos funcionários da TAP

Março 2015 – O Sindicato de Professores da Zona Centro anunciou que vai interpor no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra uma providência cautelar com o objectivo de suspender o concurso externo que está a decorrer e que poderá garantir a entrada nos quadros do Ministério da Educação e Ciência de 1453 professores.


Maio 2015 – “Conseguimos infligir um dano de 30 milhões de euros na TAP e penso que isso não devia ser desvalorizado pelo Governo”, disse Hélder Santinhos. O responsável do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil falou numa conferência de imprensa para esclarecimentos sobre os motivos da greve que teve início a 1 de maio e se prolonga até ao dia 10.


Novembro 2015 – Os alunos de Montemor-o-Novo podem ficar esta tarde sem transportes escolares. Tudo porque as carrinhas e autocarros das juntas de freguesia e da câmara municipal foram desviados para a manifestação da CGTP, em Lisboa, para apoiar o governo de esquerda. Na comunicação enviada à escola pela autarquia, liderada pela CDU, refere-se que “na sequência da concentração agendada para o próximo dia 10 de Novembro, informa-se que poderá não estar garantida a realização do transporte escolar. Igualmente poderá não ser garantido o fornecimento de refeições.”


Dezembro 2015 – O governo socialista de António Costa tem apenas uma semana mas os sindicatos já o estão a pressionar com uma chuva de pedidos de reuniões para discutir carreiras e políticas dos setores. A APG, maior associação da GNR, dá seis meses à nova ministra para resolver a falta de um novo estatuto profissional na Guarda. Na PSP, a ASPP avisa a nova ministra de que ainda vai a tempo de concluir todos os concursos que estão abertos há ano e meio para agentes principais e chefes principais. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses espera que o novo ministro revogue a municipalização da saúde, faça regressar as parcerias público-privadas à gestão pública, as 35 horas semanais, atualize os salários, reponha as horas penosas e contrate mais enfermeiros. A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública quer a atualização salarial e de pensões, discutir as carreiras profissionais, a ADSE, feriados e férias. O Sindicato dos Funcionários Judiciais admite que a revisão do mapa judiciário, a aprovação do estatuto profissional e a progressão da carreira dos funcionários de modo a permitir a contratação de novos quadros são as prioridades mais urgentes. A Federação Nacional dos Professores irá contestar a municipalização do ensino e qualquer prova de avaliação dos professores.

Março 2016 – Ana Avoila, a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, afinou a posição dos sindicatos dos funcionários públicos na CGTP: “Não estamos contra o alargamento para o setor empresarial do Estado, o que estamos é para os trabalhadores do regime geral da Segurança Social, quer sejam cônjuges, sejam filhos, sejam primos, transformando a ADSE numa coisa para todos.”

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