À Nossa Imagem

A maquinaria é descarnadamente funcional. Para quem não estiver familiarizado com ela, o recinto compara-se a um terreiro sagrado, repleto de totens panteístas com o seu primitivo aspecto burlesco. Bicos, bocas, antenas e garras, olhos, escamas e patas, será de tal modo inato em nós o antropomorfismo que perante objetos mecânicos a nossa imediata tentação seja a de lhes atribuir partes orgânicas? Ou será que o antropomorfismo esteve deveras presente na mente dos engenheiros ao conceberem as máquinas, desenhando o seu funcionamento à imagem de um corpo?

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