Viva a Democracia!

Assim fala um eleito pelo Povo. “O Estado recebeu, por decisão do governo do Partido Socialista, a nacionalização do BPN e, por essa via, recebeu também um encargo e uma dívida superior a quatro mil milhões de euros. Há, no contexto desses encargos do banco, alguns activos, entre os quais os quadros da colecção Miró do BPN (35 milhões de euros). A possibilidade do Estado ficar com estes activos significava que o mesmo Estado teria de ir buscar [a outro lado] o conjunto de valores correspondente ao activo“, explicou Jorge Barreto Xavier. Para o secretário de Estado da Cultura, a colecção Miró do BPN faz parte de um problema que corresponde aos encargos de nacionalização do banco e o actual governo tem a o obrigação de o resolver para diminuir a carga nas contas públicas e nos bolsos dos portugueses. 

Assim fala um não eleito pelo Povo. O Ministério Público, que actualmente tem em curso duas providências cautelares com o objectivo de evitar a venda dos 85 quadros do pintor catalão Juan Miró da colecção do BPN, está disposto a avançar com futuras acções judiciais para impedir a sua venda. Em entrevista à RTP, Joana Marques Vidal (Procuradora-geral da República) defendeu que a colecção é “um acervo que não deve sair do património cultural do país”. E justificou as duas acções até agora interpostas pelo MP como uma obrigação deste organismo.

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