Túnel do Rossio

     O Túnel do Rossio foi inaugurado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 1890 e trouxe consigo a desejada ligação ferroviária dos comboios nacionais e internacionais à cidade de Lisboa, colocando a Estação do Rossio como principal centro ferroviário do País. Com o comprimento de 2.600 metros, desnível de 24,26 metros entre Campolide e Rossio e respetivo pendente de 1%, o túnel foi quase todo escavado por entre rocha calcária que apenas por si garante a solidez do mesmo. Com o desenvolvimento da rede ferroviária na capital, o Túnel do Rossio passou depois a constituir o principal acesso ao centro da cidade por parte das populações provenientes da Linha de Sintra, transformando-se numa infra-estrutura vital para a mobilidade urbana e regional do sistema de transportes de Lisboa.

Traçado do Túnel do Rossio



Distâncias Altimétricas (na vertival, entre a abóbada do túnel e a superfície)


Calçada da Glória: 2,0m
Rua Braamcamp/Soleira do Metropolitano: 26,5m/3,0m
Av. Engenheiro Duarte Pacheco: 57,1m
Rua Marquês de Fronteira: 62,5m
Campolide (Av. Calouste Gulbenkian): 11,0m

Ninguém Viu

Na vitória do Benfica sobre o Porto existiu mais um caso que ficará na secção dos casos inexplicáveis (ou não) do futebol português. Aos 52 minutos o defesa do Porto Mangala decide defender uma bola com as mãos em plena área:

Apenas o árbitro Artur Soares Dias poderá explicar como não viu o lance:

Portugal já não tem Mitos

Amália e Eusébio foram, como muitos outros portugueses no passado, dos melhores na sua arte. O que os torna únicos é a sua projeção mundial na aurora da globalização e sem nunca terem abandonado o seu país. Vida e Arte foram feitas em Portugal: eram a nossa lança no mundo que após as batalhas regressavam gloriosos à pátria. A nossa casa era também a deles. 
Estamos agora no século XXI e quem tem talento de excepção tem de rumar aos colossos estrangeiros para espalhar a sua arte. Temos orgulho e justa admiração quando os nossos conseguem de facto tornarem-se estrelas mundiais mas já não é a mesma coisa. É na casa inglesa, francesa ou alemã, que se tornaram grandes e só o sangue não chega. A fábrica de mitos portugueses está, temo, por agora, fechada.
Uma janela de Lisboa
Julho 2015 – Eusébio a caminho do Panteão Nacional