A minha curta militância

Começo por introduzir-me como um jovem português que recentemente devido a impulso na alma, ou simplesmente devido ao anseio de servir Portugal, decidiu que estava na altura de entrar na política. Aparece então a primeira questão óbvia: que partido escolher? Após profunda reflexão, e a verdade é que sou um somatório de vários partidos, considerei o partido X como o mais representativo das minhas ambições. Muito bem, pensei eu, vou-me tornar militante do partido X. Começa aqui a minha história… Pelo site do partido informam que posso me inscrever pela sede ou pela secção local. Bom, pela sede não posso, porque é necessário um “proponente” e eu não conheço ninguém nas máquinas partidárias. Desloquei-me à seção local então e para minha surpresa a mesma está completamente abandonada. Enviei emails para a mesma e para os vereadores do partido na minha cidade a perguntar quando a sede abria: todos sem resposta. Telefonei vária vezes e o mesmo resultado, ninguém atendia. Resumindo, a minha vontade de entrar num partido esbarrou no Sistema. Fiquei desiludido e, mais que tudo, revoltado: como podemos apelar à democracia e dizer que o povo está representado quando as máquina partidárias se fecham e defendem a perpetuação das elites dentro das suas máquinas? É uma fachada. Democracia tendo como base partidos, não é democracia, é “partidocracia”. A única eleição verdadeiramente democrática em Portugal é a do presidente da República, onde qualquer cidadão se pode candidatar sem necessitar de partido.

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