Os prazeres da terra

O Governo quer identificar todas as terras em Portugal às quais ninguém se apresenta como dono, reclamá-las para o Estado e distribuí-las para quem as queira cultivar. O que os jovens do interior, com muitas terras agrícolas de origem familiar à sua disposição e que imigraram rumo às fábricas da Suiça ou França, deixando assim para trás a carreira de agricultor, devem pensar deste banco de terras público…

Torre de Marfim

A Assembleia da República manifestou-se mais uma vez contra a introdução da água da torneira nas reuniões parlamentares, argumentando que o seu custo mensal é dez vezes superior ao da água engarrafada e que é preciso gastar ainda quase cinco mil euros na compra de jarros. O PS apresentou uma proposta, para servir água da torneira pelo menos nas reuniões da Comissão do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Poder Local. Mas a ideia foi chumbada pela maioria dos deputados na comissão, a qual solicitou, por proposta do PSD, uma avaliação dos custos e benefícios de diversas alternativas para o fornecimento de água.

Carrossel

A Ordem dos Médicos afirma que especialistas em Medicina Geral e Familiar portugueses estão a ser contratados com condições e salários inferiores aos dos colegas cubanos “importados”: “Mensagem que o Governo transmite aos jovens: fujam da Medicina Geral e Familiar, emigrem para terem perspectivas dignas de trabalho, ou naturalizem-se cubanos, de preferência sem qualquer especialidade, para depois poderem conseguir bons contratos”.

Os médicos sublinham que não são xenófobos e que recebem os colegas de braços abertos, apenas não compreendem os cubanos sejam privilegiados pelo Governo português.


A reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas: “é obrigação do Estado dar o máximo de educação e de formação, mas duvido que Portugal, e os países mais pequenos, sejam capazes de ter empregos qualificados para tantas pessoas, muitos precisarão de ir para fora. O nosso problema não é que os nossos jovens saiam, é que não venham outros. Temos de garantir que há este intercâmbio constante e os nossos alunos devem estar preparados para arranjar o emprego que quiserem e onde quiserem”.

É assim o carrossel da globalização, cidadãos de lado nenhum e terras sem donos.

Pirâmides

Segundo uma análise comparativa do Eurostat aos preços da electricidade praticados na União Europeia no segundo semestre de 2013, o custo da energia em Portugal estava entre os mais elevados, quando medido através de paridades do poder de compra. Eles ganham tanto dinheiro connosco que constroem pirâmides para mostrarem o quão perdedores nós somoso Centro de Arte e Tecnologia da EDP será um novo espaço cultural ao nível das grandes cidades europeias com uma programação contemporânea e internacionalO novo edifício aposta numa arquitectura orgânica que estabelece uma relação fluída e natural entre a cidade de Lisboa e o rio. O novo Centro de Artes vai contar com salas para exposições, serviço educativo, reservas de arte, auditório, restaurante e espaços para residências artísticas.

A minha curta militância

Começo por introduzir-me como um jovem português que recentemente devido a impulso na alma, ou simplesmente devido ao anseio de servir Portugal, decidiu que estava na altura de entrar na política. Aparece então a primeira questão óbvia: que partido escolher? Após profunda reflexão, e a verdade é que sou um somatório de vários partidos, considerei o partido X como o mais representativo das minhas ambições. Muito bem, pensei eu, vou-me tornar militante do partido X. Começa aqui a minha história… Pelo site do partido informam que posso me inscrever pela sede ou pela secção local. Bom, pela sede não posso, porque é necessário um “proponente” e eu não conheço ninguém nas máquinas partidárias. Desloquei-me à seção local então e para minha surpresa a mesma está completamente abandonada. Enviei emails para a mesma e para os vereadores do partido na minha cidade a perguntar quando a sede abria: todos sem resposta. Telefonei vária vezes e o mesmo resultado, ninguém atendia. Resumindo, a minha vontade de entrar num partido esbarrou no Sistema. Fiquei desiludido e, mais que tudo, revoltado: como podemos apelar à democracia e dizer que o povo está representado quando as máquina partidárias se fecham e defendem a perpetuação das elites dentro das suas máquinas? É uma fachada. Democracia tendo como base partidos, não é democracia, é “partidocracia”. A única eleição verdadeiramente democrática em Portugal é a do presidente da República, onde qualquer cidadão se pode candidatar sem necessitar de partido.